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A Casa da Mariquinhas, Alfredo Marceneiro, Letra
2019-04-15
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Fado, Chuva, Mariza, Jorge Fernando, Letra
2019-06-15
Letra, Musica Tradicional, Oh Senhora do Alívio, Daniel Pereira Cristo, Musicas populares, Senhora do Alívio, Letra da Musica, Letras, Canções populares

Que dais a quem vos vai ver
Oh senhora do Alívio
que dais a quem vos vai ver
Bom terreiro p’ra dançar
Agua fresca p’ra beber
Oh senhora do Alívio que dais
a quem vos vai ver

Senhora tão pequenina
Oh Senhora do Alívio
Senhora tão pequeninha
Comadre da minha mãe
Senhora minha madrinha

Tudo é caminho e chão
P’ra Senhora do Alívio
Tudo é Caminho e Chão
Tudo são cravos e rosas
Plantados por minha mão

O vosso mosteiro cheira
Oh Senhora do Alívio
O vosso mosteiro cheira
Cheira a cravo cheira a rosa
Ao botão de laranjeira

Eu já estou aliviado
Oh Senhora do Alívio
Eu já estou aliviado
Duma fala que me deste
Eu fiquei desenganado

Boiada (grupo Raizes)







O Santuário de Nossa Senhora do Alívio é um dos mais conhecidos e requisitados centros de peregrinação de Portugal, atraindo anualmente milhares de visitantes à freguesia de Soutelo. Em excursões ou em transporte individual, em grupos extensos ou com amigos/familiares próximos, os peregrinos chegam de todos os pontos do país para prestar a sua devoção num local de culto de rara beleza. Localizado na lateral do Santuário, o parque de merendas densamente arborizado garante sombras extensas e proporciona a soutelenses e visitantes excelentes momentos de lazer. O Santuário inclui também a Casa das Estampas (vulgo Casa das Promessas) onde podemos ver a imensidão de graças obtidas por intercessão de Nossa Senhora do Alívio, entre as quais se destacam quatro peles de jiboias; a mais antiga foi oferecida em 1818 por um devoto residente no Brasil. Nas traseira do Santuário do Alívio podemos encontrar um Fontanário, datado de 1813, que além de embelezar o espaço também era um ponto de água utilizado por peregrinos e habitantes locais. O templo regista particular afluência no segundo e terceiro Domingo de Setembro, por altura das Grande Romarias em Honra de Nossa Senhora do Alívio, uma peregrinação que traz ao Alívio todas as paróquias do Arciprestado de Vila Verde e inúmeros visitantes. Recentemente, o Santuário do Alívio e a zona circundante foram alvo de intervenções de requalificação, ficando ainda mais aprazíveis para os visitantes.

História

A construção do primeiro Santuário de Nossa Senhora do Alívio data do ano de 1798, erigido pelo pároco local, o Padre Xavier Frágoas, como agradecimento à Virgem por o ter salvado de uma doença que o atormentava. Em 1794, escreveu ao arcebispo de Braga, D. Frei Caetano Brandão, pedindo autorização para construir no lugar da Gândara uma capela em louvor de Maria Santíssima, deixando património suficiente para a sua construção e manutenção. O seu pedido não foi atendido, o que o levou a insistir novamente com o prelado referindo que a capela seria em honra de Nossa Senhora do Alívio. No dia 18 de agosto de 1794, D. Frei Caetano Brandão autoriza então a construção da dita capela. O Pe. Xavier põe logo mãos à obra e no dia 18 de junho de 1798 escreve ao arcebispo de Braga comunicando a conclusão da capela e pedindo a sua bênção. A cerimónia da sagração da Capela de Nossa Senhora do Alívio aconteceu no dia 7 de setembro do mesmo ano. Foi um dia de grande festa em Soutelo, na presença de várias dignidades eclesiais e civis e de uma grande multidão de povo. A imagem da padroeira foi levada em procissão da igreja matriz de Soutelo até ao lugar da Gândara, acompanhada por doze anjos e doze apóstolos.

O crescimento exponencial do número de devotos e do fervor religioso em torno da Senhora do Alívio impeliram a construção de um templo maior. O lançamento e a bênção da primeira pedra teve lugar no dia 25 de julho de 1872, presidida pelo arcebispo primaz D. José Joaquim de Azevedo e Moura, acompanhado de alguns membros do Cabido. Até cerca de 1930, do novo projeto arquitetónico concluiu-se a frontaria com as respetivas torres e a nave central. Entretanto, em 1944 a confraria encarregou o arquiteto bracarense José Vilaça de elaborar um plano geral de conclusão do santuário (que foi aprovado), que incluía a execução do lanternim, as capelas laterais, o transepto, a capela-mor, a sacristia e o deambulatório para a circulação dos peregrinos.

Arquitetura

Esta igreja, ladeada por duas torres sineiras, tem um frontão triangular encimado pela imagem da Virgem com o Menino e cabeceira poligonal envolvida pela casa das estampas, casa de sessões e sacristia. O interior, muito simples, tem planta em cruz latina, nave única bastante longa, com cobertura em abóboda de berço. Caracteriza-se pela existência de seis pilares, entre os quais se abrem grandes janelões, que sustêm os arcos, que estruturam o teto. O coro-alto encontra-se sobre um arco abatido com balaustrada de pedra. As pias de água benta são de mármore e o cruzeiro, com cobertura em cúpula, tem janelas com vitrais.

A capela-mor tem cobertura em abóboda. O cruzeiro, estruturado por quatro arcos plenos sobre pilastras toscanas, emolduradas e com almofadas, tem brasão na pedra do fecho. O transepto, com comunicação por portas em arco quebrado, é iluminado por rosáceas, com vitrais, e aí se integram dois pequenos retábulos de talha. Ainda hoje continuam as obras de melhoramento do Santuário de Nossa Senhora Alívio, que se ergue majestoso e belo, e continua a ser um lugar de grande devoção e enlevo para o espírito.

A Lenda das Cobras do Alívio

Reza a lenda que, no ano de 1818, um português emigrado no Brasil se encontrava a cortar madeira nas famosas Terras de Vera Cruz, quando se sentou naquilo que lhe parecia um tronco para recuperar da fadiga. Quando o tronco, mais escorregadio e viscoso que a madeira circundante, se começou a mover o emigrante português apercebeu-se que se tratava de uma cobra, uma jibóia com alguns metros de comprimento. Na hora de aflição rogou a Nossa Senhora do Alívio por forças para derrotar o animal e após uma dura luta haveria de conseguir matar a cobra apenas com a faca de mato que trazia à cintura. Como agradecimento à Virgem por ter atendido as suas preces enviou a pele da jibóia para o Santuário do Alívio. Desde então, chegaram ao santuário do Alívio peles de cobra de várias partes do mundo, onde portugueses contaram com a ajuda da Nossa Senhora do Alívio para enfrentarem situações de grande adversidade, com especial incidência no período da Guerra do Ultramar. Na Casa das Promessas podemos ver a imensidão de graças obtidas por intercessão de Nossa Senhora do Alívio, entre as quais se destacam as quatro peles de jiboias.

Senhora do Alivio

(Vila Verde)

Com Quadras soltas

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